Destaquei duas lições do livro “Como Nadar Entre os Tubarões Sem Ser Comido Vivo” de Harvey Mackay, que se complementam e tem um significado muito importante em minha vida pessoal e profissional:
Há dois anos me inscrevi em um reality show. Nunca tinha assistido ao programa e nem sabia direito do que se tratava o tal “O Aprendiz”. Estava em minha sala de aula e meus amigos comentavam sobre as inscrições abertas e a única coisa que, naquele momento, realmente me atraiu foi o prêmio: R$ 1.000.000,00 e mais um emprego de um ano ao lado do Roberto Justus com um salário de R$ 10.000,00 na maior agência de publicidade do País – Young e Rubicam. Ufa! Algo muito distante para quem estava começando agora na carreira de publicitária. Depois de me inscrever, esqueci absolutamente.
Quatro meses se passaram até que me ligaram da produção da Record dizendo que eu estava selecionada para participar de algumas dinâmicas onde, talvez, eu poderia ser selecionada. Pensei em não ir pois imaginei que nunca conseguiria entrar para o programa, as passagens em dezembro estavam muito caras e ainda mais assim, de um dia para o outro. Além de que achei que era tudo armado (muita gente ainda me pergunta isso). Liguei para a produção e disse que não iria, infelizmente. Ela disse que se eu mudasse de idéia, era só ligar urgente. Quando contei para meu chefe/amigo, ele ficou decepcionado com minha “fraqueza”. Me estimulou (praticamente me forçou) a ir e disse que era um investimento em mim. Eu fui. Fiz a viagem Cuiabá – SP – Cuiabá umas 3 vezes em um mês, com testes atrás de testes, dinâmicas atrás de dinâmicas, até que em janeiro de 2009 o Roberto Justus, apresentador do programa, me ligou dizendo que eu estava selecionada para participar do “Aprendiz 6 Universitário”. Logo em seguida, a produção me ligou e disse que eu tinha 1 semana para arrumar malas, despedir da família e trancar a faculdade. Lá vamos nós!
Fui bem desacreditada, mas pensei que seria bacana pela "experiência".
Entrei no programa e me deparei com muito mais realidade do que eu pensava. Tudo muito mais difícil do que me falavam, uma pressão gigante, um confinamento de 4 meses longe da família e amigos, sem contato externo nenhum e para piorar: 17 concorrentes excelentes que eu imaginava nunca conseguir derrotar todos eles. Nessa hora as lições do livro entram: criei uma meta e prometi pra mim mesma que faria o possível e impossível para alcançá-la: Só sairia do programa com o prêmio e o emprego.
Passei a acreditar em mim e demonstrar isso à todos ao meu redor. Fui buscando me destacar dos demais, sempre aproveitando uma oportunidade ou outra. O programa nada mais é que o nosso dia a dia corporativo, nosso mercado de trabalho compactado em 4 meses e relatado em 15 tarefas. Concorrentes, problemas, esforços, pressão, tudo.
Para resumir os intensos 4 meses, precisaria de linhas e mais linhas e muito mais tempo. Apenas para concluir o pensamento: depois de exatos 120 dias, venci o programa.
Hoje, um ano depois da vitória, vejo que tudo o que fiz, desde passar por cima do meu preconceito contra “reality-show” e me inscrever no programa, não desistir, não fraquejar, não me dar por vencida e acreditar em mim, acima de tudo, valeu a pena.
Beijos